208 km/h. Um mês depois da fúria de Kristin

208 km/h. Um mês depois da fúria de Kristin

Na madrugada de 28 de janeiro, metade do litoral português estava sob "alerta vermelho". Entre Setúbal e Viana do Castelo, eram esperados ventos de 140-160 km/h.

RTP /

Foto: Força Aérea Portuguesa - DR

Durante a madrugada, a depressão Kristin atacou fortemente o distrito de Leiria, outros concelhos limítrofes e mais além. Surpreendeu, amedrontou, destruiu. Só com o nascer do dia foi percetível o rasto da devastação.

Estava instalado "o maior apagão da nossa história" provocado por "uma bomba meteorológica".

O abastecimento de água, eletricidade e comunicações móveis e fixas colapsaram. As vias de circulação estavam obstruídas, por árvores de grande porte, arrancadas com as rajadas de vento. Todos os setores económicos foram violentamente atingidos.

O pânico instalou-se também nos serviços públicos. As populações, depois da incredulidade, imergiram no sofrimento, na angústia, na incerteza, e, principalmente, sentimento de abandono.

Os prejuízos podem ultrapassar os seis mil milhões de euros. Um valor impensável. Os climatologistas dizem que é o novo normal atmosférico.
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